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PREÇO DOS IMÓVEIS EM 2014

 

Preços de imóveis sobem 6,7% em 2014, contra 13,74% em 2013.

Imovel-Preço

O Índice FipeZap Ampliado, que calcula o valor médio do metro quadrado em 20 cidades brasileiras, registrou desaceleração em dezembro: a variação no mês foi de 0,33%, após subir 0,45% em novembro. O indexador encerrou 2014 com alta acumulada de 6,70%, mas a variação no ano foi menor que a de 2013, de 13,74%. No Índice FipeZap Composto, que avalia o desempenho de sete capitais, a variação anual foi bem próxima — 6,77%. Segundo o economista da Fipe, Bruno Oliva, o Ampliado é mais recente e não tem dados do período anterior a 2013, mas o Composto registrou, nos anos anteriores, variação acumulada de 12,73%, em 2013; 13,66%, em 2012; e 26,32%, em 2011.

— Do ponto de vista quantitativo, a variação é muito parecida, o que significa que pode-se usar a trajetória do Índice FipeZap Composto como guia sobre as variações do mercado nacional nos últimos anos.

Oliva diz ainda que, considerando-se a expectativa para o IPCA de 6,4% (apurada pelo boletim Focus/Banco Central), pode-se dizer que os preços dos imóveis ficaram praticamente estáveis em termos reais no ano passado (com alta de apenas 0,3%, pelo Índice FipeZap Ampliado). Porém, deve-se registrar que em dezembro apenas 4 das 20 cidades pesquisadas registraram variação mensal acima da inflação de 0,75% esperada para o mês. Ou seja: apesar da variação anual apontar estabilidade, os preços dos imóveis chegaram ao fim do ano com aumento em ritmo menor do que os demais preços da economia (isto é, em queda real).

No Rio e em São Paulo, as altas acumuladas do ano foram um pouco mais altas: 7,55% e 7,33%, respectivamente. Na variação mensal, tanto Rio como São Paulo tiveram altas no último mês no ano. No Rio, o indexador passou de 0,16% em novembro para 0,43%, e na capital paulista, de 0,26% para 0,34%. Ainda em dezembro, 16 cidades pesquisadas registraram valores acima da média nacional (0,33%), com destaque para Recife (1,5%) e Vitória (0,8%). As variações negativas ficaram por conta de Salvador (-0,09), Curitiba (-0,21%), Florianópolis (-0,28%) e Porto Alegre (-0,9%).

Já no acumulado de 2014, apenas Brasília teve registro negativo, de -0,35%. Quanto às demais, seis tiveram altas abaixo da média nacional de 6,7%: Curitiba (2,3%); Florianópolis (3,82%); Santos (4,23%); Porto Alegre (4,35%); Contagem (5,47%); e São Caetano do Sul, em São Paulo (6,38%).

Acima da média estão: Goiânia (12,72%); Vitória (11,79%); Campinas (10,68%); Niterói (8,97%); Vila Velha (8,62%); Belo Horizonte (8,5%); Fortaleza (8%); São Bernardo do Campo (7,84%); Santo André(7,6%); Salvador (7,09%); e Recife (6,96%). A variação anual do índice no Rio foi de 7,55% e em São Paulo, de 7,33%.

Em relação aos preços do metro quadrado médio nas cidades, o Rio permanece com o valor mais alto do país, de R$ 10.893, seguido por São Paulo (R$ 8.351) e Brasília (R$ 8.143). A média nacional foi de R$ 7.567 e as cidades com os menores registros foram Contagem (R$ 3.386) e Goiânia (R$ 4.056). No Rio, o metro quadrado mais caro, como durante todo o ano, continua sendo o Leblon, com R$ 23.310. Ipanema e Gávea registraram R$ 20.271 e R$ 18.033, respectivamente. Na outra ponta estão Turuçu e Guadalupe: R$ 3.106 e R$ 3.058.

 

Fonte: O Globo

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