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PREÇO DOS IMÓVEIS APÓS A COPA

A Copa acabou, porém, o mercado parece estar se recuperando. Primeiro, porque, acreditam os analistas, o sucesso do evento e a visibilidade do país podem atrair bons negócios. E, segundo, no caso do Rio, ainda temos as Olimpíadas à vista.

O coordenador do índice FipeZap,  Eduardo Zylberstajn, acredita que, a longo prazo, os imóveis acompanhem a inflação. Mas é preciso estar atento também ao mercado de trabalho. No último ano e meio, o preço dos imóveis acompanhou a renda das famílias, que subia acima da inflação. Porém, agora, quando começa a haver uma deterioração do mercado de trabalho e um ambiente econômico delicado, o que se viu no primeiro semestre foi uma desaceleração nos preços, que tende a continuar nos próximos meses, analisa Eduardo. 

Desde dezembro do ano passado, o índice FipeZap vem registrando desaceleração mês a mês no Rio. E dados de um levantamento que será lançado no fim do mês pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio) mostram que imóveis das zonas Norte e Oeste tiveram valorização abaixo do índice oficial de inflação, que foi de 3,74% no período.

Na Zona Norte, a variação foi de 2,4% e na Oeste, de 2,8%. E mesmo nas regiões com variação acima da inflação, como Zona Sul (4,7%) e Centro (3,9%), percebe-se que já não há a pujança de outros tempos. Mas, isso não quer dizer que vai haver quedas drásticas nos preços, alertam analistas.

Para o vice-presidente do Secovi-Rio, Leonardo Schneider, o mercado voltará à normalidade. Tanto na demanda por imóveis como na questão do preço vão acompanhar a inflação. Segundo Leonardo, quedas, assim como aumentos, podem acontecer em alguns casos específicos, mas na média, os preços se manterão.

O presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), João Paulo Matos, acredita numa retomada dos negócios com mais vendas e lançamentos a partir de agosto. Segundo ele, muitos construtores seguraram seus lançamentos no primeiro semestre em função do calendário apertado com muitos feriados:

— Mantenho minha projeção de crescer em torno dos 10% este ano. Os preços não subiram porque ia ter Copa e também não vão cair porque ela acabou. Acho até que podem subir, em especial nas regiões que passam por mudanças na infraestrutura em função das Olimpíadas, aqui no Rio.

pos copaFonte: O Globo 

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