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FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO – ENTENDA OS CUSTOS ANTES DE FECHAR NEGÓCIO

 

Fique atento! Antes de fechar um financiamento para a compra de um imóvel, pesquise em diversos bancos as taxas e todos os custos quem envolvem o empréstimo e veja, realmente, qual oferece o melhor negócio.

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O financiamento imobiliário pode variar muito de um banco para outro. Um estudo da associação de consumidores Proteste detectou que uma diferença inferior a um ponto percentual no juro pode elevar a parcela em mais de 10%. Para um financiamento de imóvel de R$ 150 mil, por exemplo, ao final de 30 anos a conta pode ficar R$ 47 mil mais cara.

Segundo a técnica da Proteste, Renata Pedro, no crédito imobiliário é preciso pesquisar e barganhar com os bancos. A necessidade de comparar é ainda maior para financiamentos longos, explicam consultores de finanças. Como o custo total da operação se estica com o tempo, o impacto da diferença de juro é maior para operações acima de 25 anos. Em geral, as instituições financeiras têm margem para reduzir o juro, e condicionam a concessão de vantagens ao grau de relacionamento que o cliente aceita ter. Na Caixa, por exemplo, as condições ficam mais atraentes se o consumidor contratar cartão de crédito, cheque especial e autorizar débito em conta. O juro é reduzido se o cliente aceitar transferir sua conta salário para o banco. Essa negociação é legal – o que não pode é o banco negar crédito se o cliente não transferir sua conta ou contratar outros serviços.

Porém, o juro não é principal fator a se observar. Os bancos, tanto públicos como privados, costumam reduzir a chamada taxa de balcão na negociação. Por isso, especialistas observam que o juro divulgado, embora seja referência, não deve ser encarado como definitivo.

O juro é o primeiro fator a se observar, mas não é o principal. O indicador mais preciso para avaliar o preço do financiamento é o Custo Efetivo Total (CET). Além do juro, ele considera outros encargos que pesam na parcela, como seguros, impostos, ficha cadastral e avaliação do imóvel (quando houver). A diferença não é desprezível. Conforme o estudo da Proteste, o espaço do juro para o custo final da operação pode chegar a um ponto percentual.

Portabilidade de crédito imobiliário:

Lançada para acirrar a disputa entre os bancos, ainda não teve efeito esperado desde seu início, em maio deste ano. Ao mesmo tempo, se percebe um cuidado maior dos clientes no momento de escolher sua fonte de financiamento.

DICAS:

* Fique atento às exigências dos bancos para oferecer a taxa mais baixa. Nem sempre o “relacionamento” ao qual condicionam o negócio é a melhor opção.

* Os bancos podem ser bem receptivos para negociar a taxa balcão, aproximando-a com os juros de concorrentes mais baratos. Para isso, é válido imprimir e levar a simulação de concorrentes até a agência.

* Observe sempre o custo efetivo total (CET) da operação, pois, além do juro do financiamento, contempla todos os outros custos que irão pesar na parcela (seguros obrigatórios, taxa de contrato, impostos e ficha cadastral).

* Especialistas recomendam a amortização pela tabela SAC, em que as parcelas iniciais são mais altas e gradativamente vão caindo. Como o abatimento do juro é maior no início, o custo total do financiamento cai.

* Lembre-se de que quanto mais longo o prazo de pagamento, maior a incidência de juros e o custo do financiamento.

* Use o FGTS para pagar parte do imóvel e abater as parcelas. Com rendimento de apenas 3% ao ano (mais TR) – incapaz de vencer a inflação –, esse dinheiro é melhor usado para aliviar o financiamento.

Fonte: ZH e Proteste

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