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AJUDA DO 13° NA AQUISIÇÃO DA CASA PRÓPRIA

 

Mais de 84 milhões de trabalhadores vão receber o 13° salário. Ao todo, o abono deve injetar R$ 158 bilhões na economia brasileira, conforme mostra levantamento do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. O montante equivale quase 3% do PIB – Produto Interno Bruto do País. Com dinheiro em mãos, os brasileiros começam a planejar o que fazer com a quantia extra. 

13 compra da casa

Uma das opções para investir a bonificação é na compra da casa própria. Contudo, é essencial ter cautela para avaliar o investimento.

Confira a seguir algumas sugestões de como utilizar o 13°:

1) Se a escolha for usar o 13° salário para dar entrada na compra do imóvel é preciso ter atenção. O dinheiro extra, junto com as economias, caso haja, pode ser útil na diminuição do valor do financiamento. Mas é preciso avaliar com calma porque, em muitos casos, o compromisso de pagar as parcelas chega até 35 anos. Além de ser aconselhável o consumidor dar um sinal no menor valor possível, e assim ganhar tempo para verificar as condições do imóvel e se irá conseguir crédito;

2) Para aqueles que desejam quitar o imóvel, adquirido na planta, na hora de fechar o negócio não é recomendado, pois é uma forma de se proteger quanto ao atraso da obra. O momento ideal para liquidar a dívida é após receber as chaves;

3) Quem pretende pagar as prestações que estão para vencer fará uma boa alternativa. Usar a gratificação de Natal na amortização antecipada reduzirá o saldo devedor e, consequentemente, provocará o recálculo da prestação e diminuirá as parcelas futuras. Já nas situações para quitar o financiamento é recomendado negociar com a financeira e pedir um desconto do valor ou abater os juros;

4) Outra opção é usar o dinheiro extra para pagar as parcelas atrasadas e evitar a perda da casa própria. No SFH – Sistema Financeiro da Habitação, após a falta de pagamento de três prestações, o dono do imóvel é notificado por escrito. Se não quitar o débito, perderá o bem, mas poderá recorrer à Justiça. Já no SFI – Sistema Financeiro Imobiliário, se o atraso for superior a 30 dias, o mutuário é intimado a pagar via Cartório de Registro de Imóveis. Caso não o faça no prazo de 15 dias, o banco imediatamente tomará a posse do bem e o levará ao leilão extrajudicial, situação na qual o comprador não tem direito à qualquer defesa;

5) A quantia pode ser útil para fazer um fundo de reserva, que servirá para pagar despesas extras na aquisição da casa própria, que inclui o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano do imóvel, o ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (que gira em torno de 2% sob o valor do bem, dependendo do município), o registro da escritura (que garantirá a propriedade como sendo do novo comprador que é cobrada em media de 1%) e as certidões emitidas pelo cartório, ambas são cobradas de acordo com o valor da moradia;

6) No caso do imóvel que for financiado, o 13º é bem-vindo para custear o serviço do despachante, valores de seguros e taxas sobre a avaliação do imóvel e de outras documentações necessárias nesse processo;

7) O abono pode ser uma boa solução para o pagamento da parcela das chaves, na reforma do imóvel e na compra de móveis;

8) Entretanto, antes de fazer o investimento, é fundamental reunir a família e colocar as contas na ponta do lápis. Somente assim é possível definir qual é a melhor solução, o que inclui avaliar o custo/benefício, além de verificar se as prestações não vão comprometer mais do que 30% da renda familiar. Outra precaução é pedir uma planilha do banco com a projeção de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação.

Essas opções foram sugeridas pela AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacência).

Fonte: Infomoney

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