PREÇO DOS IMÓVEIS APÓS A COPA

25, julho, 2014

A Copa acabou, porém, o mercado parece estar se recuperando. Primeiro, porque, acreditam os analistas, o sucesso do evento e a visibilidade do país podem atrair bons negócios. E, segundo, no caso do Rio, ainda temos as Olimpíadas à vista.

O coordenador do índice FipeZap,  Eduardo Zylberstajn, acredita que, a longo prazo, os imóveis acompanhem a inflação. Mas é preciso estar atento também ao mercado de trabalho. No último ano e meio, o preço dos imóveis acompanhou a renda das famílias, que subia acima da inflação. Porém, agora, quando começa a haver uma deterioração do mercado de trabalho e um ambiente econômico delicado, o que se viu no primeiro semestre foi uma desaceleração nos preços, que tende a continuar nos próximos meses, analisa Eduardo. 

Desde dezembro do ano passado, o índice FipeZap vem registrando desaceleração mês a mês no Rio. E dados de um levantamento que será lançado no fim do mês pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio) mostram que imóveis das zonas Norte e Oeste tiveram valorização abaixo do índice oficial de inflação, que foi de 3,74% no período.

Na Zona Norte, a variação foi de 2,4% e na Oeste, de 2,8%. E mesmo nas regiões com variação acima da inflação, como Zona Sul (4,7%) e Centro (3,9%), percebe-se que já não há a pujança de outros tempos. Mas, isso não quer dizer que vai haver quedas drásticas nos preços, alertam analistas.

Para o vice-presidente do Secovi-Rio, Leonardo Schneider, o mercado voltará à normalidade. Tanto na demanda por imóveis como na questão do preço vão acompanhar a inflação. Segundo Leonardo, quedas, assim como aumentos, podem acontecer em alguns casos específicos, mas na média, os preços se manterão.

O presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), João Paulo Matos, acredita numa retomada dos negócios com mais vendas e lançamentos a partir de agosto. Segundo ele, muitos construtores seguraram seus lançamentos no primeiro semestre em função do calendário apertado com muitos feriados:

— Mantenho minha projeção de crescer em torno dos 10% este ano. Os preços não subiram porque ia ter Copa e também não vão cair porque ela acabou. Acho até que podem subir, em especial nas regiões que passam por mudanças na infraestrutura em função das Olimpíadas, aqui no Rio.

pos copaFonte: O Globo 

Mercado Imobiliário

RIO – MERCADO AQUECIDO EM LANÇAMENTOS DE IMÓVEIS

21, julho, 2014

As construtoras e incorporadoras do país estão colocando o pé no freio nos lançamentos para se concentrarem em vendas de estoques, mas o Rio de Janeiro, umas das principais praças imobiliárias do país, o mercado ainda tem mostrado fôlego.

Os lançamentos de novos imóveis na capital fluminense subiram 15 por cento de janeiro a maio deste ano ante o mesmo período de 2013, com as construtoras e incorporadoras se voltando para as zonas oeste, norte e centro da cidade, segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ).

Enquanto isso, os novos empreendimentos na cidade de São Paulo, caíram 14 por cento, segundo o sindicato paulista da habitação.

Segundo o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos, de janeiro a maio, os lançamentos residenciais tiveram crescimento de 14 por cento no Rio de Janeiro, e em junho vai ser igual ou menor do que no ano passado.

A melhora na segurança e obras de infraestrutura e de mobilidade urbana visando especialmente as Olímpiadas de 2016, além de projetos de óleo e gás que atraem mais moradores para a cidade, são fatores que têm contribuído para os novos lançamentos no Rio, cujo preço do metro quadrado tem avançado menos.

Enquanto a oferta de terrenos na zona sul da cidade mingua, a zona oeste, que se estende dos bairros Barra da Tijuca ao Recreio dos Bandeirantes, é a área com mais espaços disponíveis e onde estão localizados grandes condomínios residenciais e bairros planejados.

Tanto é que os lançamentos de imóveis residenciais na região cresceram 72 por cento nos cinco primeiros meses do ano, segundo a Ademi.

Já a zona norte, que durante muitos anos ficou sem lançamentos, voltou a atrair a atenção das empresas com a chegada das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas e o aumento da segurança na região.

mercado aquecido no rioFonte: Exame

 

Mercado Imobiliário

COMPRADORES DE IMÓVEIS NA PLANTA PERDEM DIREITOS

15, julho, 2014

 

A Câmara aprovou um projeto de lei que elimina direitos de compradores de imóveis na planta. O texto agora segue para o Senado e, se aprovado como está, legitimará de vez todas as ilegalidades cometidas pelas incorporadoras.

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Legislação

DESACELERAÇÃO NO PREÇO DOS IMÓVEIS

7, julho, 2014

 

O índice FipeZap, que calcula o valor médio do metro quadrado anunciado em 16 cidades brasileiras, registrou queda no valor real dos imóveis no primeiros seis meses deste ano. O incide ampliado ficou abaixo dos 3,68% da inflação esperados para o período.

As maiores quedas ocorreram em Curitiba, Brasília e Porto Alegre, onde houve recuo do valor nominal. Nesses locais, os proprietários diminuíram os preços pedidos pelos imóveis que colocaram à venda.

Na variação mensal de compra e venda, o Rio sofreu desaceleração, passando de 0,67%, em maio, para 0,37%, em junho — a menor variação desde março de 2008. Já nos acumulados, está acima da média nacional, registrando 5,13% (no ano) e 12,52% (em 12 meses). O mesmo comportamento de recuo é observado nos preços de aluguel.

O FipeZap só realiza este estudo nas capitais de Rio e São Paulo — onde, em junho, foi registrada a terceira desaceleração consecutiva: de 1,3% em março para 1% em abril, 0,82% em maio e 0,43% em junho. Já São Paulo passou de 0,2%, mesmo valor registrado em abril, para 0,16% no último mês. A locação também é um sinal de que o preço em geral de moradia no Rio está mais modesto, num ritmo menor que o passado recente de maior aquecimento.

Também tiveram alta acima da média nacional no acumulado do ano Recife, São Caetano do Sul, São Paulo, Florianópolis, Fortaleza, Vitória e Curitiba. Já Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, São Bernardo do Campo, Niterói, Santo André, Salvador e Vila Velha foram as cidades cuja taxa foi abaixo da média nacional no acumulado do ano.

A capital fluminense continua com a metragem mais cara do país, com uma média de R$ 10.648 o metro quadrado. A média nacional é de R$ 7.531, sendo que as demais cidades variam entre R$ 7.403, em Niterói, e R$ 3.934, em Vila Velha, o valor anunciado do metro quadrado. No Rio, Leblon, Ipanema e Lagoa são os locais com a metragem mais caras do município, de R$ 22.483, R$ 20.263 e R$ 17.579, respectivamente.

desaceleração

Indices

REAJUSTE DOS CONTRATOS DE ALUGUEL EM JUNHO

1, julho, 2014

Ficou em 6,24% o reajuste dos contratos de aluguel corrigidos pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), com vencimento em junho. Essa é a taxa acumulada pelo indicador entre julho de 2013 e junho de 2014. Porém, a taxa ainda está abaixo do valor usado em maio: 7,84%.

O índice é formado por três indicadores: Índice Nacional do Custo da Construção do Mercado (INCC-M), que vale 10% da taxa geral e que registrou 1,25% no mês de junho devido à mão de obra, que ficou 2,05% mais cara no mês. Já materiais, equipamentos e serviços subiram apenas 0,37%; Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) – responsável por 60% de sua formação e apresentou queda de 1,44% em junho; Índice Preços ao Consumidor (IPC-M), que vale 30% e teve alta de 0,34%. Ainda dentro do indicador da construção, materiais e equipamentos ficaram 0,38% mais caros em junho e os serviços, 0,34%. Já a mão de obra teve seu aumento puxado por reajustes salariais ocorridos em São Paulo e Brasília.reajuste-de-aluguel

Indices